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	<title>Tags - Desejo - Eiga desu!</title>
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	<description>Cinema Oriental - Leste &#38; Sudeste Asiático</description>
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		<title>Oh Lucy!</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Mar 2018 00:09:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Kawashima Setsuko é uma mulher solitária que trabalha em um monótomo escritório em Tóquio. Quando sua sobrinha insiste para que ela se matricule em um curso de inglês pouco convencional, em que ela precisa usar uma peruca loira e desempenhar o papel de uma norte-americana chamada Lucy, algo desperta dentro de seu ser. Enquanto experimenta [&#8230;]</p>
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<p>Kawashima Setsuko é uma mulher solitária que trabalha em um monótomo escritório em Tóquio. Quando sua sobrinha insiste para que ela se matricule em um curso de inglês pouco convencional, em que ela precisa usar uma peruca loira e desempenhar o papel de uma norte-americana chamada Lucy, algo desperta dentro de seu ser. Enquanto experimenta desejos e situações antes impensáveis, ela precisa lidar com o desaparecimento do seu instrutor, John. <em>&#8211; Oh Lucy! [2017]</em></p>



<h3 class="wp-block-heading">Comentários</h3>



<p>Após a atenção conquistada com o curta de mesmo nome lançado em 2014, Oh Lucy! é um longa que expande e aprofunda a história escrita e dirigida por Hirayanagi Atsuko.</p>



<p>Abordando de forma sensível o cotidiano de uma mulher solteira e de meia idade, infeliz com seu trabalho e com os rumos de sua vida, a obra se utiliza muito do humor para mostrar os absurdos de uma sociedade onde as pessoas estão se perdendo em meio à solidão e à frustração.</p>



<p>O peso existencial suportado pela protagonista, Setsuko, é momentaneamente retirado de suas costas quando ela entra em contato com o expansivo professor de inglês, John, e passa a experimentar uma gama de novos sentimentos e possibilidades, protegida pela fachada de seu alter ego, Lucy.</p>



<p>Esta nova faceta faz com que ela expanda seus horizontes e passe a correr atrás de seus sonhos, mesmo que estes agora estejam do outro lado do mundo.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="750" height="540" src="http://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/03/oh-lucy-02.jpg" alt="Oh Lucy! - Resenha do filme - Cenas" class="wp-image-798" srcset="https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/03/oh-lucy-02.jpg 750w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/03/oh-lucy-02-300x216.jpg 300w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/03/oh-lucy-02-500x360.jpg 500w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/03/oh-lucy-02-278x200.jpg 278w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/03/oh-lucy-02-65x47.jpg 65w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/03/oh-lucy-02-444x320.jpg 444w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/03/oh-lucy-02-468x337.jpg 468w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/03/oh-lucy-02-600x432.jpg 600w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure></div>



<p>Numa jornada de autoconhecimento e aceitação, barreiras serão rompidas e relações familiares e amorosas serão postas à prova.</p>



<p>É admirável a maneira como a diretora consegue balancear com suavidade os momentos cômicos com as situações onde emoções mais fortes e viscerais surgem durante o desenrolar da trama.</p>



<p>Aliás, apesar de se enquadrar como comédia, esta é uma obra trágica e complexa em seu desenvolvimento, onde um olhar mais detalhado pode revelar muito mais coisas do que uma simples peruca loira pode esconder.</p>



<p>Sobre as atuações, o destaque vai para a performance marcante de Terajima Shinobu, que consegue com naturalidade e de forma realista capturar a essência de Lucy, compondo uma personagem cuja aura de amargura e inocência somada a certa ingenuidade torna-se plausível aos nossos olhos.</p>



<p>O restante do elenco também desempenha um papel primoroso, seja nos momentos mais dramáticos como também naqueles mais lúdicos e leves.</p>



<p>Oh Lucy! é um filme que consegue de forma honesta abordar as conexões humanas mas sem uma visão demasiadamente romantizada da vida. Seu trunfo reside em mostrar diferenças e sentimentos complexos sem ser condescendente e muito menos se apegando a estereótipos.</p>



<p>Apesar dos erros causados por sua impulsividade e das decisões arbitrárias tomadas por Lucy, ela é essencialmente humana e, portanto, merecedora de empatia e de uma oportunidade de redenção. É uma mensagem clara de esperança num mundo carente de contato e amor.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Trailer</h3>



<div class="trailer">
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		</div>



<h3 class="wp-block-heading">Ficha técnica</h3>



<ul class="ficha-tecnica wp-block-list"><li><strong>オー・ルーシー! : Ō rūshī!</strong></li><li>Título Literal : &#8220;Oh Lucy!&#8221;</li><li>Título Internacional:&nbsp;Oh Lucy!</li><li>Direção : Hirayanagi Atsuko</li><li>Info: Japão, 2017 Cor – 95 min</li><li>IMDb: <a href="http://www.imdb.com/title/tt6343058/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.imdb.com/title/tt6343058/</a></li></ul>



<h3 class="wp-block-heading">Nota</h3>



<div class="nota"><div class="meter">
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			</div>
			<span id="minha-nota">8.0/10</span><div id="meter-imdb" class="meter" style="width: 1%;">
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		<title>Contos da Lua Vaga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lobo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Feb 2018 01:17:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um conto de ambição, família, amor e guerra ambientado&#160;no Japão do século XVI.&#160;&#8211; Contos da Lua Vaga [1953] Comentários Contos da Lua Vaga é um romance histórico de fantasia que se passa no período Azuchi-Momoyama (1573-1600) onde o Japão, imerso no caos, passava por uma profunda transformação buscando a unificação política. A guerra civil começava [&#8230;]</p>
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<p>Um conto de ambição, família, amor e guerra ambientado&nbsp;no Japão do século XVI.<em>&nbsp;&#8211; Contos da Lua Vaga [1953]</em></p>



<h3 class="wp-block-heading">Comentários</h3>



<p>Contos da Lua Vaga é um romance histórico de fantasia que se passa no período Azuchi-Momoyama (1573-1600) onde o Japão, imerso no caos, passava por uma profunda transformação buscando a unificação política.</p>



<p>A guerra civil começava a ameaçar mesmo os pequenos vilarejos e à população aflita só restava fugir ou sucumbir ante as hordas de guerreiros famintos e cruéis.</p>



<p>Talvez um dos mais conhecidos filmes de Mizoguchi no ocidente, Contos da Lua Vaga é uma história de fantasmas e também um exemplo do gênero jidaigeki, que são os dramas de época japoneses. Além disso, é também o único exemplo em sua filmografia em que o sobrenatural tem papel central e age de forma direta sobre o destino dos protagonistas.</p>



<p>Explorando temas como cobiça, a busca pela glória, a diferença entre castas e a negligência familiar, o filme traça um retrato agridoce do período ao mesmo tempo em que funciona como uma propaganda anti guerra, tema ainda sensível ao Japão pós segunda guerra mundial.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img decoding="async" width="750" height="540" src="http://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/contos-da-lua-vaga-02.jpg" alt="Contos da Lua Vaga - Resenha do filme - Cenas" class="wp-image-639" srcset="https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/contos-da-lua-vaga-02.jpg 750w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/contos-da-lua-vaga-02-300x216.jpg 300w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/contos-da-lua-vaga-02-444x320.jpg 444w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/contos-da-lua-vaga-02-468x337.jpg 468w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/contos-da-lua-vaga-02-600x432.jpg 600w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure></div>



<p>Sobre a trama, temos Genjurô, um camponês que almeja fazer fortuna vendendo utensílios de cerâmica, e seu cunhado, Tôbei, que sonha se tornar um renomado samurai e alcançar a glória. Após uma primeira incursão bem sucedida, ambos decidem atravessar o lago Biwa e tentar a fortuna em um novo mercado, mesmo que suas famílias e a própria integridade estejam em risco.</p>



<p>Mizoguchi compôs a história de Genjurô baseando-se em dois contos presentes no livro Ugestu Monogatari escrito por Akinari Ueda. Já a saga de Tôbei tem seu cerne extraído de Décoré!, escrito por Guy de Maupassant.</p>



<p>Em ambos os casos, temos o peso das escolhas dos personagens afetando suas respectivas esposas e um amadurecimento causado pela falência de seus sonhos e ambições. Vale destacar que os pesares e desafios enfrentados pelas mulheres nesse período de guerra tornaram-se o tema mais proeminente dentro do longa, refletindo talvez um arrependimento do diretor em enaltecer o militarismo e as campanhas de guerra em seus filmes que antecederam a derrota japonesa em 1945.</p>



<p>Com relação à temática sobrenatural, Contos da Lua Vaga virou referência para inúmeras obras japonesas e mesmo ocidentais no gênero do horror ao abordar o relacionamento proibido entre vivos e espíritos, além de utilizar elementos da religião e da mitologia integrados ao cotidiano, mostrando a barreira entre os mundos como uma tênue linha que pode ser atravessada caso alguém se deixe levar pela cobiça ou pelo desejo.</p>



<p>Contos da Lua Vaga é um clássico entre as produções japonesas e um dos principais filmes de Mizoguchi, tendo ganho o Leão de Prata no Festival de Veneza de 1953 e sendo responsável por colocar o cinema nipônico em evidência ainda maior no ocidente.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Trailer</h3>



<div class="trailer">
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		</div>



<h3 class="wp-block-heading">Ficha técnica</h3>



<ul class="ficha-tecnica wp-block-list"><li><strong>雨月物語: Ugetsu Monogatari</strong></li><li>Título Literal : Contos da Chuva e da Lua</li><li>Título Internacional:&nbsp;Ugetsu</li><li>Direção : Mizoguchi Kenji</li><li>Info: Japão, 1953 Preto e Branco – 96 min</li><li>IMDb: <a href="http://www.imdb.com/title/tt0046478/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.imdb.com/title/tt0046478/</a></li></ul>



<h3 class="wp-block-heading">Nota</h3>



<div class="nota"><div class="meter">
				<span style="width: 70%"></span>
			</div>
			<span id="minha-nota">7.0/10</span><div id="meter-imdb" class="meter" style="width: 1%;">
  				<span id="nota-imdb" style="width: 1%;"></span>
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		<item>
		<title>A Criada</title>
		<link>https://www.eigadesu.com.br/2018/02/21/a-criada/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Lobo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Feb 2018 20:39:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na Coreia dos anos 1930, período de ocupação japonesa, uma nova garota é contratada como criada de uma jovem herdeira japonesa que vive isolada em uma casa de campo junto a seu tio dominador. Secretamente ela está envolvida em uma trama para roubar toda sua fortuna. &#8211; A Criada [2016] Comentários Apostando em uma elegante [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Na Coreia dos anos 1930, período de ocupação japonesa, uma nova garota é contratada como criada de uma jovem herdeira japonesa que vive isolada em uma casa de campo junto a seu tio dominador. Secretamente ela está envolvida em uma trama para roubar toda sua fortuna. <em>&#8211; A Criada [2016]</em></p>



<h3 class="wp-block-heading">Comentários</h3>



<p>Apostando em uma elegante composição de cena ao mesmo tempo em que mescla erotismo e segredo aos desvios e ambições de seus personagens, Park Chan-wook está de volta com um filme que celebra a ambiguidade, o desejo e o sentimento mais explorado pelo diretor sul coreano: a vingança.</p>



<p>A trama acompanha a tentativa de golpe de um falso conde e de sua comparsa, uma ladra apresentada como camareira a uma rica e jovem herdeira.</p>



<p>A melancólica herdeira de nome Hideko, interpretada de forma sensacional por Kim Min-he, vive com seu tio, o tirano Kouzuki (Cho Jin-woong), um colecionador de arte e negociante de livros raros com temática erótica.</p>



<p>Criada por seu tio desde a infância, Hideko foi isolada do mundo e tratada como uma simples marionete por seu sádico tutor, cuja intenção sempre fora se casar com ela para desfrutar da fortuna a que ela tinha direito.</p>



<p>É nesse contexto que aparece Fujiwara, o “conde” elegantemente interpretado por Ha Jung-woo, que habilmente começa a frequentar a casa do tio e se insinuar para Hideko. Para alcançar esse intuito ele apresenta à casa uma nova criada, Sook-hee (vivida por Kim Tae-ri) cuja tarefa é se tornar a confidente da jovem dama e facilitar o acesso a seu coração.</p>



<p>No entanto o plano pode estar ameaçado pela crescente intimidade entre Hideko e sua camareira.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img decoding="async" width="750" height="540" src="http://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/a-criada-02.jpg" alt="A Criada - Resenha do filme - Cenas" class="wp-image-624" srcset="https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/a-criada-02.jpg 750w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/a-criada-02-300x216.jpg 300w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/a-criada-02-444x320.jpg 444w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/a-criada-02-468x337.jpg 468w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/a-criada-02-600x432.jpg 600w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure></div>



<p>Escrito em parceria com Jeong Seo-kyeong, a obra é inspirada no livro Fingersmith, da escritora galesa Sarah Walters, lançado em 2002 e que aborda um romance entre duas mulheres, cuja ambientação foi alterada da Londres da era vitoriana para a Coreia dos anos 30, sob ocupação japonesa.</p>



<p>Grande parte do fervor causado pelo filme em festivais e exibições, alias, é justificado pela temática erótica e pela interação sexual entre suas duas protagonistas, em cenas longas e repletas de closes que entregam o lado voyeurístico do diretor. Apesar disso, esses momentos não soam gratuitos dentro da história e são de uma plasticidade ímpar, nunca descambando para o mau gosto ou vulgaridade, apesar do teor quase explícito dos enquadramentos.</p>



<p>Park Chan-wook é um diretor virtuoso, cuja filmografia anterior é notória pelo emprego da violência e por apresentar personagens em situações limite geralmente motivados pela vingança. Em A Criada, esta violência é mais contida e sutil, apresentando-se de forma mais psicológica, apesar de algumas cenas onde somos confrontados com o lado obscuro e perverso de Kouzuki.</p>



<p>A Criada é um filme visualmente belíssimo em todos os seus aspectos, desde os figurinos e elementos cenográficos até a fotografia exuberante de Chung Chung-hoon. É também uma obra repleta de reviravoltas e suspense que prendem o espectador em seus 144 minutos de exibição.</p>



<p>Apesar das controvérsias, A Criada vem acumulando indicações e premiações pelo mundo e é mais uma recomendadíssima obra deste inventivo e corajoso diretor.</p>



<p>Ps. O título original, Agassi, é traduzido como senhorita ou dama e se refere à Hideko. Já o título internacional e também o brasileiro, A Criada, foca sua atenção na figura de Sook-hee.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Trailer</h3>



<div class="trailer">
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		</div>



<h3 class="wp-block-heading">Ficha técnica</h3>



<ul class="ficha-tecnica wp-block-list"><li><strong>아가씨: Agassi</strong></li><li>Título Literal : &#8220;A Dama&#8221;</li><li>Título Internacional: The Handmaiden</li><li>Direção : Park Chan-wook</li><li>Info: Coréia do Sul, 2016 Cor – 144 min</li><li>IMDb: <a href="http://www.imdb.com/title/tt4016934/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.imdb.com/title/tt4016934/</a></li></ul>



<h3 class="wp-block-heading">Nota</h3>



<div class="nota"><div class="meter">
				<span style="width: 80%"></span>
			</div>
			<span id="minha-nota">8.0/10</span><div id="meter-imdb" class="meter" style="width: 1%;">
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		<title>Cega Obsessão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lobo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Feb 2018 20:34:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Cegueira]]></category>
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		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Escultor cego, obcecado pelo corpo feminino, rapta uma jovem modelo e a mantém prisioneira em seu ateliê: uma relação mórbida e sadomasoquista passa então a se desenvolver entre ambos. &#8211; Cega Obsessão [1969] Comentários Um reino sensorial, primitivo, um reino onde o toque dos dedos se tornou tão aguçado e sensível que pode ser comparado [&#8230;]</p>
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<p>Escultor cego, obcecado pelo corpo feminino, rapta uma jovem modelo e a mantém prisioneira em seu ateliê: uma relação mórbida e sadomasoquista passa então a se desenvolver entre ambos. <em>&#8211; Cega Obsessão [1969]</em></p>



<h3 class="wp-block-heading">Comentários</h3>



<p>Um reino sensorial, primitivo, um reino onde o toque dos dedos se tornou tão aguçado e sensível que pode ser comparado às antenas dos insetos ou o bigode dos animais, como as formas mais simples de vida, sem olhos, capazes apenas de sentir.</p>



<p>Nesta obra o espectador é transportado para os domínios de um escultor cego, um ateliê subterrâneo que é a materialização de suas frustrações, sonhos e perversões. Neste local envolto pela escuridão em que uma nova forma de arte tátil está sendo criada, Michio (Funakoshi Eiji) decide aprisionar Aki (Midori Mako), modelo que será a peça fundamental para sua mais perfeita obra.</p>



<p>Obsessão, loucura, medo e submissão se fundem em uma relação em que os envolvidos vão adentrando pouco a pouco em locais cada vez mais sombrios de suas existências. A partir de certo ponto surge entre ambos uma relação doentia que permeia os campos da arte, da dor e do erotismo, desafiando os limiares do prazer e da morte.</p>



<p>A ambientação se destaca com seu cenário quase onírico e extremamente perturbador. Uma composição sombria que nos remete a uma caverna, ao útero primordial da humanidade, recheada por uma variedade de corpos e membros colossais dispostos como que num grande painel sensorial.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="540" src="http://eigadesu.studiolup.com/wp-content/uploads/2018/02/cega-obsessao-02.jpg" alt="" class="wp-image-409" srcset="https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cega-obsessao-02.jpg 750w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cega-obsessao-02-300x216.jpg 300w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cega-obsessao-02-444x320.jpg 444w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cega-obsessao-02-468x337.jpg 468w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cega-obsessao-02-600x432.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure></div>



<p>O filme é um drama de sofrimento e angustia, mas também de entrega e beleza. Beleza esta muito bem representada pela atriz Mako Midori neste clássico sem precedentes que une com perfeição o erotismo ao horror psicológico.</p>



<p>Uma curiosidade: Cega Obsessão foi baseado num conto de Edogawa Rampo, pai dos romances policiais e de mistério nipônicos entre os anos 1920 e 1960. Muitas de suas histórias eram recheadas de personagens obsessivos, desfigurados, atormentados por desvios sexuais e pela loucura, e por isso proibidas de circular no Japão durante a Segunda Guerra. Uma dessas histórias banidas foi&nbsp;&#8220;The Caterpillar&#8221; (芋虫 Imo Mushi), que ele havia publicado anos antes sem maiores problemas, e que no momento estava sendo reimpressa em uma compilação.&nbsp; &#8220;The Caterpillar&#8221; é sobre um veterano de guerra que, tetraplégico e desfigurado, já não conseguia falar, se mover ou viver por si mesmo, tornando-se praticamente a lagarta humana que o título sugere. Censurada, a obra foi acusada de detratar e escarnecer dos esforços de guerra promovidos pelo Japão. (Esta pequena história serviu de inspiração para o diretor&nbsp;Wakamatsu Kōji para o seu filme Caterpillar (<span lang="ja">キャタピラー</span>&nbsp;<i>Kyatapirā</i>) de 2010, que competiu pelo Urso de Ouro no 60° Festival internacional de Cinema de Berlim).</p>



<h3 class="wp-block-heading">Trailer</h3>



<div class="trailer">
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		</div>



<h3 class="wp-block-heading">Ficha técnica</h3>



<ul class="ficha-tecnica wp-block-list"><li><strong>盲獣:&nbsp;<i>Môjû</i></strong></li><li>Título Literal : &#8220;Besta Cega&#8221;</li><li>Título Internacional:&nbsp;Blind Beast</li><li>Direção : Masumura Yasuzô</li><li>Info: Japão, 1969 Cor – 86 min</li><li>IMDb: <a href="http://www.imdb.com/title/tt0140384/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.imdb.com/title/tt0140384/</a></li></ul>



<h3 class="wp-block-heading">Nota</h3>



<div class="nota"><div class="meter">
				<span style="width: 70%"></span>
			</div>
			<span id="minha-nota">7.0/10</span><div id="meter-imdb" class="meter" style="width: 1%;">
  				<span id="nota-imdb" style="width: 1%;"></span>
			</div>
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		<span class="nota-total">7/10</span></div>
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		<title>Onibaba</title>
		<link>https://www.eigadesu.com.br/2018/01/19/onibaba/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Lobo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jan 2018 16:45:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Demônio]]></category>
		<category><![CDATA[Desejo]]></category>
		<category><![CDATA[Máscara]]></category>
		<category><![CDATA[Samurai]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Japão feudal do período Sengoku. Assolado por uma prolongada guerra civil, o povo passa por um momento de penúria e dificuldades, sobretudo as parcelas mais pobres da população. Terras que antes eram cultivadas se encontram desertas e os alimentos começam a faltar. Neste cenário, duas mulheres, sogra e nora, vivem numa cabana no meio de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Japão feudal do período Sengoku. Assolado por uma prolongada guerra civil, o povo passa por um momento de penúria e dificuldades, sobretudo as parcelas mais pobres da população. Terras que antes eram cultivadas se encontram desertas e os alimentos começam a faltar. Neste cenário, duas mulheres, sogra e nora, vivem numa cabana no meio de um canavial. Para sobreviver, matam os samurais feridos e moribundos que por ali passam, para trocarem suas armas e equipamentos por comida. Este modo de vida é abalado quando Hachi, um vizinho que havia partido para a guerra com o marido da mulher mais jovem, regressa, despertando desejos e intrigas. <em>&#8211; Onibaba [1964]</em></p>



<h3 class="wp-block-heading">Comentários</h3>



<p>Em momentos de privação e desespero os instintos mais básicos do ser humano acabam por aflorar. Esse é o mote principal de Onibaba, uma obra que mostra as atitudes extremas de duas mulheres em meio à penúria de um período marcado por guerras e desolação. O longa mostra uma mulher e sua nora matando samurais feridos em guerra, que passavam pelos arredores da cabana onde moravam, para em seguida despojá-los de seus equipamentos e armas com o intuito de barganhar o espólio por comida e itens básicos de sobrevivência.</p>



<p>Tudo isso é mostrado sob uma ótica isenta de julgamento. O período onde a trama é ambientada impunha dificuldades extremas à população e sobreviver era por si só uma tarefa árdua. O isolamento e a miséria são reforçados pela bela fotografia em preto-e-branco e pela locação marcada pelos campos de ervas altas. A relação de ambas é guiada pela tradição, com uma postura subserviente por parte da nora. Ambas esperam o retorno de Kichi, mas em seus íntimos, mãe e esposa já perderam a esperança de que um dia ele retorne da guerra. O aparecimento do personagem de Kei Sato, traz a tona mais uma necessidade a ser saciada. A partir desse momento os ímpetos carnais passam a aflorar, potencializados pelas frustrações da mulher e pela solidão da jovem nora.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="540" src="http://eigadesu.studiolup.com/wp-content/uploads/2018/01/onibaba-02.jpg" alt="" class="wp-image-379" srcset="https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/01/onibaba-02.jpg 750w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/01/onibaba-02-300x216.jpg 300w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/01/onibaba-02-444x320.jpg 444w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/01/onibaba-02-468x337.jpg 468w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/01/onibaba-02-600x432.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure></div>



<p>Onibaba é baseado em uma antiga fábula budista conhecida, em tradução livre, como &#8220;Uma máscara com carne assustou uma esposa&#8221;. A fábula conta a história de uma mulher que, enciumada de sua nora dotada de virtudes, passa a usar uma máscara horrenda com o intuito de assusta-la e impedi-la de ver seu amante. A mulher falha porque o amor de sua nora é superior ao medo que sente. Como punição, Buda faz com que a máscara grude permanentemente no rosto da mulher. Como na fábula, a jovem corre ao longo do campo para satisfazer seus desejos físicos, indiferente a tudo e resistindo a aparição da sogra em trajes demoníacos. Contudo, num mundo de miséria e violência, a saciedade dos instintos primários não deixa espaço para o amor. Ainda assim, o filme é revestido de uma aura de otimismo frente às adversidades humanas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Trailer</h3>



<div class="trailer">
			<iframe src="https://www.youtube.com/embed/ah6zIw4Io-A?rel=0&amp;showinfo=0" width="100%" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe>
		</div>



<h3 class="wp-block-heading">Ficha técnica</h3>



<ul class="ficha-tecnica wp-block-list"><li><strong>鬼婆: Onibaba</strong></li><li>Título Literal : &#8220;Mulher-Demônio, Bruxa&#8221;</li><li>Título Internacional:&nbsp;Onibaba</li><li>Direção : Shindô Kaneto</li><li>Info: Japão, 1964 Preto e Branco – 103 min</li><li>IMDb: <a href="http://www.imdb.com/title/tt0058430/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.imdb.com/title/tt0058430/</a></li></ul>



<h3 class="wp-block-heading">Nota</h3>



<div class="nota"><div class="meter">
				<span style="width: 80%"></span>
			</div>
			<span id="minha-nota">8.0/10</span><div id="meter-imdb" class="meter" style="width: 1%;">
  				<span id="nota-imdb" style="width: 1%;"></span>
			</div>
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<p>O post <a href="https://www.eigadesu.com.br/2018/01/19/onibaba/">Onibaba</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.eigadesu.com.br">Eiga desu!</a>.</p>
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