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	<title>Tags - Sexo - Eiga desu!</title>
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	<description>Cinema Oriental - Leste &#38; Sudeste Asiático</description>
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		<title>Drive My Car</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lobo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Apr 2022 20:13:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dois anos após um incidente com sua esposa, Yusuke recebe uma oferta para dirigir uma produção da peça Tio Vanya num festival de teatro. À medida que brotam tensões entre o elenco e a equipe, Yusuke é forçado a enfrentar verdades de seu passado com a ajuda de Misaki, uma jovem escolhida para ser sua [&#8230;]</p>
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<p>Dois anos após um incidente com sua esposa, Yusuke recebe uma oferta para dirigir uma produção da peça Tio Vanya num festival de teatro. À medida que brotam tensões entre o elenco e a equipe, Yusuke é forçado a enfrentar verdades de seu passado com a ajuda de Misaki, uma jovem escolhida para ser sua motorista. &#8211; <em>Drive My Car [2021]</em></p>



<h3 class="wp-block-heading" id="comentarios">Comentários</h3>



<p>Com a promessa de que poderia repetir os incríveis feitos de <a href="https://www.eigadesu.com.br/2019/11/13/parasita/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Parasita </a>no Oscar, Drive My Car foi a aposta do Japão para a cerimônia de 2022, onde acabou levando apenas a estatueta de melhor filme estrangeiro dentre as quatro categorias disputadas.</p>



<p>Baseado em um conto escrito por Haruki Murakami, o filme explora de maneira intimista a vida de um diretor e ator de teatro e a relação de cumplicidade e apego que ele desenvolveu com sua esposa. Na trama, todos os personagens possuem questões internas e sentimentos reprimidos que aos poucos vão emergindo enquanto uma adaptação da peça Tio Vanya, do dramaturgo Anton Tchécov, vai tomando forma.</p>



<p>Dirigido por Hamaguchi Ryusuke, o filme aborda temas tão cotidianos como delicados como o luto, a traição e a obsessão, além de nos chamar à reflexão sobre quando e como deixar certos aspectos de nossas vidas para trás e seguir adiante.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="750" height="540" src="https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2022/03/drive-my-car-02.jpg" alt="Drive My Car - Cenas - Eiga desu!" class="wp-image-2260" srcset="https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2022/03/drive-my-car-02.jpg 750w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2022/03/drive-my-car-02-300x216.jpg 300w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2022/03/drive-my-car-02-150x108.jpg 150w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2022/03/drive-my-car-02-444x320.jpg 444w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2022/03/drive-my-car-02-468x337.jpg 468w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2022/03/drive-my-car-02-600x432.jpg 600w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2022/03/drive-my-car-02-500x360.jpg 500w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2022/03/drive-my-car-02-278x200.jpg 278w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2022/03/drive-my-car-02-65x47.jpg 65w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure></div>



<p>Com duração de aproximadamente três horas, Drive My Car aproveita cada minuto desta longa exposição para criar uma atmosfera que funde amor, perda e rancor em igual medida, o que torna a experiência do espectador um tanto quanto pesada, mas nunca monótona. Talvez o corte final do filme pudesse ter sido encurtado, mas neste caso o impacto gerado provavelmente não seria o mesmo.</p>



<p>Neste sentido, o tempo é um elemento essencial para a trama pois ajuda a construir um panorama mais profundo de cada um dos envolvidos além de evidenciar como traumas e desejos podem perdurar e mesmo assombrar a vida dos protagonistas ao longo dos anos.</p>



<p>Sobre as atuações (contidas mas eficazes), um ponto curioso merece ser destacado: a babel linguística criada por atores de diferentes nacionalidades, cada um interpretando seu papel em sua língua natal dentro do contexto da peça de teatro. Um recurso a princípio bizarro, mas que demonstra como a entrega entre os atores pode superar mesmo a barreira do entendimento.</p>



<p>Vale enaltecer aqui a incrível atuação de Park Yu-rim no papel de Lee Yoon-a, que apesar de se comunicar apenas através da língua de sinais coreana consegue, através de sua interpretação e sensibilidade, ser a personagem mais expressiva da trama.</p>



<p>Com uma narrativa ao mesmo tempo simples e poderosa, Drive My Car é uma obra contemplativa e profunda sobre a culpa, mas sobretudo sobre o amor e sobre o poder transformador da empatia.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="trailer">Trailer</h3>



<div class="trailer">
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<h3 class="wp-block-heading" id="ficha-tecnica">Ficha técnica</h3>



<ul class="ficha-tecnica wp-block-list"><li><strong>ドライブ・マイ・カー : <i><i lang="ko-Latn" title="Korean-language transliteration">Doraibu mai kā</i></i></strong></li><li>Título Literal : &#8220;Dirija meu carro&#8221;</li><li>Título Internacional: Drive My Car</li><li>Direção : Hamaguchi Ryusuke</li><li>Info: Japão, 2021 Cor – 179 min</li><li>IMDb: <a href="http://www.imdb.com/title/tt14039582/">www.imdb.com/title/tt14039582/</a></li></ul>



<h3 class="wp-block-heading" id="nota">Nota</h3>



<div class="nota"><div class="meter">
				<span style="width: 70%"></span>
			</div>
			<span id="minha-nota">7.0/10</span><div id="meter-imdb" class="meter" style="width: 1%;">
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		<title>37 Segundos</title>
		<link>https://www.eigadesu.com.br/2022/02/08/37-segundos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Lobo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Feb 2022 22:15:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Yuma é uma jovem japonesa que sofre de paralisia cerebral. Dividida entre suas obrigações para com sua família e seu sonho de se tornar uma artista de mangá, ela luta para levar uma vida independente. &#8211; 37 segundos [2019] Comentários A representação de pessoas com algum tipo de deficiência no cinema é algo pouquíssimo explorado. [&#8230;]</p>
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<p>Yuma é uma jovem japonesa que sofre de paralisia cerebral. Dividida entre suas obrigações para com sua família e seu sonho de se tornar uma artista de mangá, ela luta para levar uma vida independente. &#8211; <em>37 segundos [2019]</em></p>



<h3 class="wp-block-heading" id="comentarios">Comentários</h3>



<p>A representação de pessoas com algum tipo de deficiência no cinema é algo pouquíssimo explorado. São raros os projetos em que a pauta da inclusão e da representatividade é levada em conta sem escorregar para algo estereotipado e romantizado.</p>



<p>Por isso, ver uma obra que minimamente se preocupa em mostrar interações mais complexas e humanas dentro deste universo é algo tão louvável quanto necessário em nosso momento atual.</p>



<p>Em seu longa de estreia, a diretora Hikari busca construir um retrato sensível mas também provocativo das relações vividas por uma jovem com necessidades especiais no Japão contemporâneo, precisando lidar com os desafios e expectativas de uma sociedade altamente competitiva, machista e ainda mergulhada no capacitismo. </p>



<p>No filme acompanhamos Yuma, uma jovem de 23 anos que está lutando para conseguir sua autonomia e reconhecimento profissional como desenhista, uma jovem cheia de sonhos, dúvidas e desejos como qualquer outra garota de sua idade. O que torna Yuma diferente é que ela está presa em uma cadeira de rodas, consequência de uma paralisia cerebral ao nascer.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="750" height="540" src="https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2022/02/37-segundos-02.jpg" alt="37 Segundos  - Cenas - Eiga desu!" class="wp-image-2235" srcset="https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2022/02/37-segundos-02.jpg 750w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2022/02/37-segundos-02-300x216.jpg 300w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2022/02/37-segundos-02-150x108.jpg 150w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2022/02/37-segundos-02-444x320.jpg 444w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2022/02/37-segundos-02-468x337.jpg 468w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2022/02/37-segundos-02-600x432.jpg 600w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2022/02/37-segundos-02-500x360.jpg 500w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2022/02/37-segundos-02-278x200.jpg 278w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2022/02/37-segundos-02-65x47.jpg 65w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure></div>



<p>Ciente de suas limitações, Yuma num primeiro momento se mostra frágil e condescendente, mas ao mesmo tempo ela nutre dentro de si o desejo de alçar novos vôos em busca de experiências que de fato preencham e deem sentido a sua vida.</p>



<p>Seja no cuidado sufocante e na carência de sua mãe, na relação abusiva com sua amiga, que não a valoriza e se aproveita de seu talento, ou nas vazias e estranhas interações com o sexo oposto, Yuma sabe que sua condição física não deveria ser a única característica que a define como filha, como profissional ou como mulher.</p>



<p>A trama, apesar de previsível e inconsistente em certos momentos, consegue emocionar, divertir e trazer ao espectador uma mensagem mais humana e reflexiva. Não se trata apenas da história de uma cadeirante que vence desafios e preconceitos e vive feliz para sempre. Não se trata de um filme de superação, como poderíamos imaginar num primeiro momento, mas sim de descobertas.</p>



<p>Descobertas através de novas amizades, de experiências inusitadas, de se expor a riscos, de explorar novos sentimentos, da própria sexualidade e também dos erros e frustrações.</p>



<p>Dito isso, a escolha de uma atriz (Kayama Mei) que sofre da mesma condição que sua personagem é um ponto fundamental para trazer as dores e anseios de Yuma de forma mais verdadeira, focando não só em suas virtudes, mas também suas falhas e fraquezas, tornando a protagonista mais humana e fugindo da romantização estereotipada de outras produções. </p>



<p>Sobre o título do filme, não é nenhum spoiler explicar o porquê dos 37 segundos, mas ao menos para mim, a revelação nos momentos finais do longa foi algo que me impactou e me levou a pensar sobre como a vida é frágil e como devemos ser gratos por cada pequena conquista.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="trailer">Trailer</h3>



<div class="trailer">
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<h3 class="wp-block-heading" id="ficha-tecnica">Ficha técnica</h3>



<ul class="ficha-tecnica wp-block-list"><li><strong>37セカンズ : <i><i lang="ko-Latn" title="Korean-language transliteration"><em><em>37 sekanzu</em></em></i></i></strong></li><li>Título Literal : &#8220;37 Segundos&#8221;</li><li>Título Internacional: 37 Seconds</li><li>Direção : Hikari</li><li>Info: Japão, 2019 Cor – 115 min</li><li>IMDb: <a href="http://www.imdb.com/title/tt6156138/">www.imdb.com/title/tt6156138/</a></li></ul>



<h3 class="wp-block-heading" id="nota">Nota</h3>



<div class="nota"><div class="meter">
				<span style="width: 70%"></span>
			</div>
			<span id="minha-nota">7.0/10</span><div id="meter-imdb" class="meter" style="width: 1%;">
  				<span id="nota-imdb" style="width: 1%;"></span>
			</div>
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		<span class="nota-total">7/10</span></div>
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			</item>
		<item>
		<title>A Balada de Narayama</title>
		<link>https://www.eigadesu.com.br/2018/05/04/a-balada-de-narayama/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Lobo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 May 2018 02:32:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No fim do século XIX, em um pequeno vilarejo japonês, o morador que completa 70 anos de idade deve subir ao topo de uma sagrada montanha e aguardar por sua morte. Aquele que se recusa a cumprir a tradição traz a desonra para sua família. &#8211; A Balada de Narayama [1983] Comentários Carregada de metáforas [&#8230;]</p>
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<p>No fim do século XIX, em um pequeno vilarejo japonês, o morador que completa 70 anos de idade deve subir ao topo de uma sagrada montanha e aguardar por sua morte. Aquele que se recusa a cumprir a tradição traz a desonra para sua família.<em> &#8211; A Balada de Narayama [1983]</em></p>



<h3 class="wp-block-heading">Comentários</h3>



<p>Carregada de metáforas e também de alusões diretas à implacabilidade da natureza, A Balada de Narayama é uma obra que aborda de forma sensível, mas também mordaz, a dualidade entre o instinto e a racionalidade, os sentimentos e o dever, a vida e a morte.</p>



<p>Baseado no romance homônimo escrito por Fukazawa Shichirō em 1956, o filme dirigido por Imamura Shōhei estreou em 1983 e foi o ganhador da Palma de Ouro no festival de Cannes do mesmo ano. Esta é a segunda adaptação do livro levada ao cinema, sendo a primeira dirigida por Kinoshita Keisuke em 1958.</p>



<p>A trama gira em torno da tradição presente em um vilarejo isolado nas montanhas, onde os idosos, ao completarem 70 anos, são levados ao topo do monte Nara e deixados lá para morrer. Tal medida garantia que os mais novos pudessem se dedicar aos seus afazeres diários ao invés de gastarem seu tempo e energia cuidando de seus idosos e também atenuar a escassez de alimentos durante o período de inverno.</p>



<p>Aliás esta não era a única prática adotada pelos moradores para garantir a sobrevivência da comunidade, sendo o aborto, a venda de recém-nascidos e mesmo o assassinato atitudes aceitáveis e até encorajadas.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img decoding="async" width="750" height="540" src="http://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/04/a-balada-de-narayama-02.jpg" alt="A Balada de Narayama - Resenha crítica do filme - Cenas" class="wp-image-844" srcset="https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/04/a-balada-de-narayama-02.jpg 750w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/04/a-balada-de-narayama-02-300x216.jpg 300w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/04/a-balada-de-narayama-02-500x360.jpg 500w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/04/a-balada-de-narayama-02-278x200.jpg 278w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/04/a-balada-de-narayama-02-65x47.jpg 65w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/04/a-balada-de-narayama-02-444x320.jpg 444w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/04/a-balada-de-narayama-02-468x337.jpg 468w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/04/a-balada-de-narayama-02-600x432.jpg 600w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure></div>



<p>Dentro deste ambiente extremo, a todo o momento somos confrontados com imagens de animais caçando, copulando, matando e sendo devorados, uma forma que o diretor encontrou de nos lembrar que o instinto de sobrevivência está acima da moralidade, e que o homem afinal é também parte da natureza.</p>



<p>Neste enredo temos Orin, uma senhora de 69 anos que apesar de plenamente ativa e lúcida começa com os preparativos para deixar a vila rumo ao seu fatídico destino, contrariando seu filho mais velho, Tatsuhei (Ogata Ken), que não consegue aceitar o fato da mãe querer se entregar à morte de forma tão determinada e serena.</p>



<p>Interpretada por Sakamoto Sumiko, a velha matriarca simboliza a renovação e o fechamento de um ciclo, na medida em que ela age para que nenhum assunto fique pendente antes de sua partida, seja dentro de sua família como também na comunidade em que está inserida.</p>



<p>O contraste entre a ternura e a dedicação de Orin para com seus filhos e as ações sórdidas perpetradas por todos ao longo do filme chegam a causar desconforto e nos fazem refletir sobre os limites entre o bem e o mal. A conduta do homem é posta em cheque e o sexo e a fome são alçados às verdadeiras motrizes da sociedade.</p>



<p>Com um olhar único sobre aspectos tão delicados de nossa existência, A Balada de Narayama é um filme duro e belo que certamente não deixará nenhum espectador indiferente ao cair dos inesperados e tardios flocos de neve.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Trailer</h3>



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		</div>



<h3 class="wp-block-heading">Ficha técnica</h3>



<ul class="ficha-tecnica wp-block-list"><li><strong>楢山節考 : Narayama bushikô</strong></li><li>Título Literal : &#8220;A Balada de Narayama&#8221;</li><li>Título Internacional: The Ballad of Narayama</li><li>Direção : Imamura Shôhei</li><li>Info: Japão, 1983 Cor – 130 min</li><li>IMDb: <a href="http://www.imdb.com/title/tt0084390/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.imdb.com/title/tt0084390/</a></li></ul>



<h3 class="wp-block-heading">Nota</h3>



<div class="nota"><div class="meter">
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			</div>
			<span id="minha-nota">7.0/10</span><div id="meter-imdb" class="meter" style="width: 1%;">
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		<title>Red Carpet</title>
		<link>https://www.eigadesu.com.br/2018/03/16/red-carpet/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Lobo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Mar 2018 02:33:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com o sonho de fazer sucesso nas bilheterias, um diretor de filmes pornográficos e sua equipe tentam convencer uma atriz famosa a participar de sua nova produção. &#8211; Red Carpet [2014] Comentários Baseado livremente na vida do próprio diretor do filme (Park Bum-Soo), no início de sua carreira, Red Carpet é uma comédia romântica que [&#8230;]</p>
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<p>Com o sonho de fazer sucesso nas bilheterias, um diretor de filmes pornográficos e sua equipe tentam convencer uma atriz famosa a participar de sua nova produção. <em>&#8211; Red Carpet [2014]</em></p>



<h3 class="wp-block-heading">Comentários</h3>



<p>Baseado livremente na vida do próprio diretor do filme (Park Bum-Soo), no início de sua carreira, Red Carpet é uma comédia romântica que usa como pano de fundo a indústria da pornografia para entregar uma história despretensiosa mas também divertida.</p>



<p>Acompanhamos a trajetória de Jung-woo, cineasta que sonha em se tornar um diretor de cinema renomado, mas que por falta de oportunidades acaba dirigindo filmes adultos para uma pequena produtora.</p>



<p>Sua vida se transforma quando a estrela de comerciais Eun-soo acaba indo morar em seu apartamento e aos poucos reaviva sua aspiração de dirigir filmes que não sejam exclusivamente voltados para o mercado erótico. O empurrão que faltava vem quando ela aceita ser a protagonista de seu projeto paralelo.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="540" src="http://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/03/red-carpet-02.jpg" alt="Red Carpet - Resenha do filme - Cenas" class="wp-image-779" srcset="https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/03/red-carpet-02.jpg 750w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/03/red-carpet-02-300x216.jpg 300w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/03/red-carpet-02-444x320.jpg 444w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/03/red-carpet-02-468x337.jpg 468w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/03/red-carpet-02-600x432.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure></div>



<p>A partir daí, uma série de reviravoltas e mal entendidos vão marcando o ritmo do longa, que segue apresentando situações inusitadas e muitas vezes forçadas, enquanto a relação entre diretor e atriz vai tomando forma. Essa miscelânea, contudo, deve agradar os fãs do gênero.</p>



<p>Como não poderia deixar de ser, o filme aproveita o contexto de sua trama como desculpa para as inúmeras piadinhas e cenas carregadas de duplo sentido. Entretanto, apesar de certo erotismo latente, o filme é bem comportado e apenas insinua uma ou outra situação mais picante. No geral, tudo serve mais para causar riso e desconforto.</p>



<p>Os atores que dão vida aos personagens, mesmo que mergulhados em estereótipos e clichês, são carismáticos e escolhidos a dedo para seus papeis. Existe uma boa química entre o casal de protagonistas e é isto o que se espera, afinal, de uma comédia romântica.</p>



<p>Apesar de situações absurdas e de um desenvolvimento que não traz nada de novo para este estilo de filme, Red Carpet consegue nos fazer rir e se emocionar na medida certa, além de trazer uma tímida, mas reconfortante lição de perseverança e otimismo. Um filme leve e ótimo pra se passar o tempo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Trailer</h3>



<div class="trailer">
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<h3 class="wp-block-heading">Ficha técnica</h3>



<ul class="ficha-tecnica wp-block-list"><li><strong>레드카펫 : Ledeu Kapes</strong></li><li>Título Literal : &#8220;Red Carpet&#8221;</li><li>Título Internacional: Red Carpet</li><li>Direção : Park Bum-Soo</li><li>Info: Coréia do Sul, 2014 Cor – 117 min</li><li>IMDb: <a href="http://www.imdb.com/title/tt4219354/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.imdb.com/title/tt4219354/</a></li></ul>



<h3 class="wp-block-heading">Nota</h3>



<div class="nota"><div class="meter">
				<span style="width: 70%"></span>
			</div>
			<span id="minha-nota">7.0/10</span><div id="meter-imdb" class="meter" style="width: 1%;">
  				<span id="nota-imdb" style="width: 1%;"></span>
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		<title>Tetsuo: O Homem de Ferro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lobo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Mar 2018 01:13:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um estranho, conhecido apenas como &#8220;Metal Fetishist&#8221;, é atropelado e possivelmente morto por um homem de negócios e sua namorada enquanto davam um passeio de carro. Após o acidente, o homem percebe que está sendo gradualmente afetado por um tipo de síndrome, que começa a transformar partes de seu corpo em peças de metal. Logo [&#8230;]</p>
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<p>Um estranho, conhecido apenas como &#8220;Metal Fetishist&#8221;, é atropelado e possivelmente morto por um homem de negócios e sua namorada enquanto davam um passeio de carro. Após o acidente, o homem percebe que está sendo gradualmente afetado por um tipo de síndrome, que começa a transformar partes de seu corpo em peças de metal. Logo ele descobre que seu nêmesis não está de fato morto, e que de alguma forma está por trás de sua transformação. <em>&#8211; Tetsuo: O Homem de Ferro [1989]</em></p>



<h3 class="wp-block-heading">Comentários</h3>



<p>Poderia apenas dizer que não gosto desse filme, ou mesmo deixar de cita-lo nesse espaço dedicado à cinematografia asiática, contudo, Tetsuo tem sua relevância como marco inicial de uma nova era para o cinema underground ao inspirar muitos outros cineastas a seguirem o caminho da inovação e do experimentalismo, em oposição à inexpressividade e estagnação que assolavam as produções nipônicas desde a década de 70.</p>



<p>Com atuações afetadas, uma história fraca e mal acabada, embrulhada com pouco esmero num papel de presente de mau gosto recendendo à crítica social barata, esta pequena fábula cyberpunk de Tsukamoto acabou por ganhar, com o passar dos anos, uma legião de adoradores, que insistem em atribuir-lhe uma aura &#8220;cult&#8221; que talvez não mereça.</p>



<p>A história do homem de negócios que aos poucos se torna máquina, o distanciamento e o rigor com que as relações interpessoais são conduzidas e o niilismo que permeia a sociedade das grandes metrópoles com certeza são temas interessantes e de extrema relevância. No entanto, uma boa ideia não é suficiente para se fazer um bom filme.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="540" src="http://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/tetsuo-02.jpg" alt="Tetsuo- Resenha do filme - Cenas" class="wp-image-655" srcset="https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/tetsuo-02.jpg 750w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/tetsuo-02-300x216.jpg 300w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/tetsuo-02-444x320.jpg 444w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/tetsuo-02-468x337.jpg 468w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/tetsuo-02-600x432.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure></div>



<p>Apesar disso, alguns pontos têm de ser aplaudidos: com menos de 30 anos na época da produção, o diretor foi, ele próprio, responsável pela criação de parte dos cenários e da caracterização de personagens, usando grande criatividade na maneira como foram realizados os efeitos práticos e também as sequências frenéticas e surreais em stop motion. A isso se somam a Fotografia e a trilha sonora que, de forma intensa, contribuem com a temática sombria e industrial do filme.</p>



<p>Talvez meus gostos pessoais me impeçam de ver certas coisas, talvez o filme seja de fato a obra de arte que muitos defendem com ardor e extremismo, talvez Tetsuo seja mesmo um pequeno grande filme e talvez Tsukamoto seja mesmo um visionário.</p>



<p>Pensando bem&#8230; talvez não.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Trailer</h3>



<div class="trailer">
			<iframe src="https://www.youtube.com/embed/o-ZHH5MIZuk?rel=0&amp;showinfo=0" width="100%" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe>
		</div>



<h3 class="wp-block-heading">Ficha técnica</h3>



<ul class="ficha-tecnica wp-block-list"><li><strong>鉄男 : Tetsuo</strong></li><li>Título Literal : &#8220;Homem de Ferro&#8221;</li><li>Título Internacional: Tetsuo: Iron Man</li><li>Direção : Tsukamoto Shinya</li><li>Info: Japão, 1989 Preto e Branco – 67 min</li><li>IMDb: <a href="http://www.imdb.com/title/tt0096251/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.imdb.com/title/tt0096251/</a></li></ul>



<h3 class="wp-block-heading">Nota</h3>



<div class="nota"><div class="meter">
				<span style="width: 30%"></span>
			</div>
			<span id="minha-nota">3.0/10</span><div id="meter-imdb" class="meter" style="width: 1%;">
  				<span id="nota-imdb" style="width: 1%;"></span>
			</div>
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		<span class="nota-total">3/10</span></div>
<p>O post <a href="https://www.eigadesu.com.br/2018/02/28/tetsuo-o-homem-de-ferro/">Tetsuo: O Homem de Ferro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.eigadesu.com.br">Eiga desu!</a>.</p>
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		<title>A Criada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lobo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Feb 2018 20:39:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na Coreia dos anos 1930, período de ocupação japonesa, uma nova garota é contratada como criada de uma jovem herdeira japonesa que vive isolada em uma casa de campo junto a seu tio dominador. Secretamente ela está envolvida em uma trama para roubar toda sua fortuna. &#8211; A Criada [2016] Comentários Apostando em uma elegante [&#8230;]</p>
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]]></description>
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<p>Na Coreia dos anos 1930, período de ocupação japonesa, uma nova garota é contratada como criada de uma jovem herdeira japonesa que vive isolada em uma casa de campo junto a seu tio dominador. Secretamente ela está envolvida em uma trama para roubar toda sua fortuna. <em>&#8211; A Criada [2016]</em></p>



<h3 class="wp-block-heading">Comentários</h3>



<p>Apostando em uma elegante composição de cena ao mesmo tempo em que mescla erotismo e segredo aos desvios e ambições de seus personagens, Park Chan-wook está de volta com um filme que celebra a ambiguidade, o desejo e o sentimento mais explorado pelo diretor sul coreano: a vingança.</p>



<p>A trama acompanha a tentativa de golpe de um falso conde e de sua comparsa, uma ladra apresentada como camareira a uma rica e jovem herdeira.</p>



<p>A melancólica herdeira de nome Hideko, interpretada de forma sensacional por Kim Min-he, vive com seu tio, o tirano Kouzuki (Cho Jin-woong), um colecionador de arte e negociante de livros raros com temática erótica.</p>



<p>Criada por seu tio desde a infância, Hideko foi isolada do mundo e tratada como uma simples marionete por seu sádico tutor, cuja intenção sempre fora se casar com ela para desfrutar da fortuna a que ela tinha direito.</p>



<p>É nesse contexto que aparece Fujiwara, o “conde” elegantemente interpretado por Ha Jung-woo, que habilmente começa a frequentar a casa do tio e se insinuar para Hideko. Para alcançar esse intuito ele apresenta à casa uma nova criada, Sook-hee (vivida por Kim Tae-ri) cuja tarefa é se tornar a confidente da jovem dama e facilitar o acesso a seu coração.</p>



<p>No entanto o plano pode estar ameaçado pela crescente intimidade entre Hideko e sua camareira.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="540" src="http://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/a-criada-02.jpg" alt="A Criada - Resenha do filme - Cenas" class="wp-image-624" srcset="https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/a-criada-02.jpg 750w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/a-criada-02-300x216.jpg 300w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/a-criada-02-444x320.jpg 444w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/a-criada-02-468x337.jpg 468w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/a-criada-02-600x432.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure></div>



<p>Escrito em parceria com Jeong Seo-kyeong, a obra é inspirada no livro Fingersmith, da escritora galesa Sarah Walters, lançado em 2002 e que aborda um romance entre duas mulheres, cuja ambientação foi alterada da Londres da era vitoriana para a Coreia dos anos 30, sob ocupação japonesa.</p>



<p>Grande parte do fervor causado pelo filme em festivais e exibições, alias, é justificado pela temática erótica e pela interação sexual entre suas duas protagonistas, em cenas longas e repletas de closes que entregam o lado voyeurístico do diretor. Apesar disso, esses momentos não soam gratuitos dentro da história e são de uma plasticidade ímpar, nunca descambando para o mau gosto ou vulgaridade, apesar do teor quase explícito dos enquadramentos.</p>



<p>Park Chan-wook é um diretor virtuoso, cuja filmografia anterior é notória pelo emprego da violência e por apresentar personagens em situações limite geralmente motivados pela vingança. Em A Criada, esta violência é mais contida e sutil, apresentando-se de forma mais psicológica, apesar de algumas cenas onde somos confrontados com o lado obscuro e perverso de Kouzuki.</p>



<p>A Criada é um filme visualmente belíssimo em todos os seus aspectos, desde os figurinos e elementos cenográficos até a fotografia exuberante de Chung Chung-hoon. É também uma obra repleta de reviravoltas e suspense que prendem o espectador em seus 144 minutos de exibição.</p>



<p>Apesar das controvérsias, A Criada vem acumulando indicações e premiações pelo mundo e é mais uma recomendadíssima obra deste inventivo e corajoso diretor.</p>



<p>Ps. O título original, Agassi, é traduzido como senhorita ou dama e se refere à Hideko. Já o título internacional e também o brasileiro, A Criada, foca sua atenção na figura de Sook-hee.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Trailer</h3>



<div class="trailer">
			<iframe src="https://www.youtube.com/embed/CqN33xuZNLI?rel=0&amp;showinfo=0" width="100%" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe>
		</div>



<h3 class="wp-block-heading">Ficha técnica</h3>



<ul class="ficha-tecnica wp-block-list"><li><strong>아가씨: Agassi</strong></li><li>Título Literal : &#8220;A Dama&#8221;</li><li>Título Internacional: The Handmaiden</li><li>Direção : Park Chan-wook</li><li>Info: Coréia do Sul, 2016 Cor – 144 min</li><li>IMDb: <a href="http://www.imdb.com/title/tt4016934/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.imdb.com/title/tt4016934/</a></li></ul>



<h3 class="wp-block-heading">Nota</h3>



<div class="nota"><div class="meter">
				<span style="width: 80%"></span>
			</div>
			<span id="minha-nota">8.0/10</span><div id="meter-imdb" class="meter" style="width: 1%;">
  				<span id="nota-imdb" style="width: 1%;"></span>
			</div>
			<span class="imdbRatingPlugin" data-user="ur1586182" data-title="tt4016934" data-style="p4">
				<a href="https://www.imdb.com/title/tt4016934/?ref_=plg_rt_1">
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		<title>Ichi, O Assassino</title>
		<link>https://www.eigadesu.com.br/2018/02/19/ichi-o-assassino/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Lobo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Feb 2018 19:33:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Anjo, o chefe de um grupo Yakuza, desaparece com alguns milhões de yens sem deixar pistas. Seus leais seguidores, liderados pelo sado-masoquista Kakihara, começam então uma jornada sangrenta em busca de seu mentor. Seus métodos cruéis parecem não ter limites e acabam por causar medo e receio por parte dos outros grupos Yakuza. Contudo existe [&#8230;]</p>
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<p>Anjo, o chefe de um grupo Yakuza, desaparece com alguns milhões de yens sem deixar pistas. Seus leais seguidores, liderados pelo sado-masoquista Kakihara, começam então uma jornada sangrenta em busca de seu mentor. Seus métodos cruéis parecem não ter limites e acabam por causar medo e receio por parte dos outros grupos Yakuza. Contudo existe algo mais para se temer: Ichi, um assassino psicopata com um passado obscuro. <em>&#8211; Ichi, O Assassino [2001]</em></p>



<h3 class="wp-block-heading">Comentários</h3>



<p>Baseado no mangá de mesmo nome escrito por Yamamoto Hideo, o filme nos transporta a um cenário frequentemente visitado pelo diretor Miike Takashi: a Yakuza.</p>



<p>Nesse longa, lealdade e violência são mostradas de forma extrema, grotesca e de certa maneira cartunesca, em situações que podem incomodar mesmo os fãs do gênero que não estejam habituados às excentricidades do diretor.</p>



<p>Apesar do título, o grande destaque dessa obra é Kakihara, vivido por Asano Tadanobu em uma interpretação pitoresca e com certeza memorável. O sadismo com que conduz suas ações e sua busca pessoal pelo sofrimento pleno dão o tom ao filme e fazem dele o centro das atenções. Alias, outra coisa que chama a atenção é o figurino do personagem.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="540" src="http://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/ichi-o-assassino-02.jpg" alt="Ichi, O Assassino - Resenha do Filme - Cenas" class="wp-image-604" srcset="https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/ichi-o-assassino-02.jpg 750w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/ichi-o-assassino-02-300x216.jpg 300w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/ichi-o-assassino-02-444x320.jpg 444w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/ichi-o-assassino-02-468x337.jpg 468w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/ichi-o-assassino-02-600x432.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure></div>



<p>A trama segue pautada na busca pelo paradeiro do chefe Anjo, causa de tanta brutalidade para se conseguir informações, e também pelas maquinações do manipulador Jijii(Tsukamoto Shinya), que é a mente por trás de Ichi e de todo o caos que assola os clãs Yakuza.</p>



<p>O filme é de alguma maneira reticente ao não mostrar as reais intenções de Jijii o que torna alguns trechos obscuros e sujeitos à livre interpretação do público. O uso de flash-backs também não serve para elucidar esses trechos, visto que, no filme, mesmo as memórias são passíveis de manipulação.</p>



<p>Contudo, numa obra como esta, o espectador não deve esperar por tudo mastigado, afinal, o cinema de Miike é assim: provocativo e bizarro.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Trailer</h3>



<div class="trailer">
			<iframe src="https://www.youtube.com/embed/cHPhpsBKXeI?rel=0&amp;showinfo=0" width="100%" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe>
		</div>



<h3 class="wp-block-heading">Ficha técnica</h3>



<ul class="ficha-tecnica wp-block-list"><li><strong>殺し屋1 : Koroshiya Ichi</strong></li><li>Título Literal : &#8220;Assassino 1&#8221;</li><li>Título Internacional:&nbsp;Ichi, The Killer</li><li>Direção : Miike Takashi</li><li>Info: Japão, 2001 Cor – 129 min</li><li>IMDb: <a href="http://www.imdb.com/title/tt0296042/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.imdb.com/title/tt0296042/</a></li></ul>



<h3 class="wp-block-heading">Nota</h3>



<div class="nota"><div class="meter">
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			</div>
			<span id="minha-nota">7.0/10</span><div id="meter-imdb" class="meter" style="width: 1%;">
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		<title>Cega Obsessão</title>
		<link>https://www.eigadesu.com.br/2018/02/01/cega-obsessao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Lobo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Feb 2018 20:34:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Escultor cego, obcecado pelo corpo feminino, rapta uma jovem modelo e a mantém prisioneira em seu ateliê: uma relação mórbida e sadomasoquista passa então a se desenvolver entre ambos. &#8211; Cega Obsessão [1969] Comentários Um reino sensorial, primitivo, um reino onde o toque dos dedos se tornou tão aguçado e sensível que pode ser comparado [&#8230;]</p>
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<p>Escultor cego, obcecado pelo corpo feminino, rapta uma jovem modelo e a mantém prisioneira em seu ateliê: uma relação mórbida e sadomasoquista passa então a se desenvolver entre ambos. <em>&#8211; Cega Obsessão [1969]</em></p>



<h3 class="wp-block-heading">Comentários</h3>



<p>Um reino sensorial, primitivo, um reino onde o toque dos dedos se tornou tão aguçado e sensível que pode ser comparado às antenas dos insetos ou o bigode dos animais, como as formas mais simples de vida, sem olhos, capazes apenas de sentir.</p>



<p>Nesta obra o espectador é transportado para os domínios de um escultor cego, um ateliê subterrâneo que é a materialização de suas frustrações, sonhos e perversões. Neste local envolto pela escuridão em que uma nova forma de arte tátil está sendo criada, Michio (Funakoshi Eiji) decide aprisionar Aki (Midori Mako), modelo que será a peça fundamental para sua mais perfeita obra.</p>



<p>Obsessão, loucura, medo e submissão se fundem em uma relação em que os envolvidos vão adentrando pouco a pouco em locais cada vez mais sombrios de suas existências. A partir de certo ponto surge entre ambos uma relação doentia que permeia os campos da arte, da dor e do erotismo, desafiando os limiares do prazer e da morte.</p>



<p>A ambientação se destaca com seu cenário quase onírico e extremamente perturbador. Uma composição sombria que nos remete a uma caverna, ao útero primordial da humanidade, recheada por uma variedade de corpos e membros colossais dispostos como que num grande painel sensorial.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="540" src="http://eigadesu.studiolup.com/wp-content/uploads/2018/02/cega-obsessao-02.jpg" alt="" class="wp-image-409" srcset="https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cega-obsessao-02.jpg 750w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cega-obsessao-02-300x216.jpg 300w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cega-obsessao-02-444x320.jpg 444w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cega-obsessao-02-468x337.jpg 468w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cega-obsessao-02-600x432.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure></div>



<p>O filme é um drama de sofrimento e angustia, mas também de entrega e beleza. Beleza esta muito bem representada pela atriz Mako Midori neste clássico sem precedentes que une com perfeição o erotismo ao horror psicológico.</p>



<p>Uma curiosidade: Cega Obsessão foi baseado num conto de Edogawa Rampo, pai dos romances policiais e de mistério nipônicos entre os anos 1920 e 1960. Muitas de suas histórias eram recheadas de personagens obsessivos, desfigurados, atormentados por desvios sexuais e pela loucura, e por isso proibidas de circular no Japão durante a Segunda Guerra. Uma dessas histórias banidas foi&nbsp;&#8220;The Caterpillar&#8221; (芋虫 Imo Mushi), que ele havia publicado anos antes sem maiores problemas, e que no momento estava sendo reimpressa em uma compilação.&nbsp; &#8220;The Caterpillar&#8221; é sobre um veterano de guerra que, tetraplégico e desfigurado, já não conseguia falar, se mover ou viver por si mesmo, tornando-se praticamente a lagarta humana que o título sugere. Censurada, a obra foi acusada de detratar e escarnecer dos esforços de guerra promovidos pelo Japão. (Esta pequena história serviu de inspiração para o diretor&nbsp;Wakamatsu Kōji para o seu filme Caterpillar (<span lang="ja">キャタピラー</span>&nbsp;<i>Kyatapirā</i>) de 2010, que competiu pelo Urso de Ouro no 60° Festival internacional de Cinema de Berlim).</p>



<h3 class="wp-block-heading">Trailer</h3>



<div class="trailer">
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		</div>



<h3 class="wp-block-heading">Ficha técnica</h3>



<ul class="ficha-tecnica wp-block-list"><li><strong>盲獣:&nbsp;<i>Môjû</i></strong></li><li>Título Literal : &#8220;Besta Cega&#8221;</li><li>Título Internacional:&nbsp;Blind Beast</li><li>Direção : Masumura Yasuzô</li><li>Info: Japão, 1969 Cor – 86 min</li><li>IMDb: <a href="http://www.imdb.com/title/tt0140384/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.imdb.com/title/tt0140384/</a></li></ul>



<h3 class="wp-block-heading">Nota</h3>



<div class="nota"><div class="meter">
				<span style="width: 70%"></span>
			</div>
			<span id="minha-nota">7.0/10</span><div id="meter-imdb" class="meter" style="width: 1%;">
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		<title>Onibaba</title>
		<link>https://www.eigadesu.com.br/2018/01/19/onibaba/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Lobo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jan 2018 16:45:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Demônio]]></category>
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		<category><![CDATA[Máscara]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Japão feudal do período Sengoku. Assolado por uma prolongada guerra civil, o povo passa por um momento de penúria e dificuldades, sobretudo as parcelas mais pobres da população. Terras que antes eram cultivadas se encontram desertas e os alimentos começam a faltar. Neste cenário, duas mulheres, sogra e nora, vivem numa cabana no meio de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Japão feudal do período Sengoku. Assolado por uma prolongada guerra civil, o povo passa por um momento de penúria e dificuldades, sobretudo as parcelas mais pobres da população. Terras que antes eram cultivadas se encontram desertas e os alimentos começam a faltar. Neste cenário, duas mulheres, sogra e nora, vivem numa cabana no meio de um canavial. Para sobreviver, matam os samurais feridos e moribundos que por ali passam, para trocarem suas armas e equipamentos por comida. Este modo de vida é abalado quando Hachi, um vizinho que havia partido para a guerra com o marido da mulher mais jovem, regressa, despertando desejos e intrigas. <em>&#8211; Onibaba [1964]</em></p>



<h3 class="wp-block-heading">Comentários</h3>



<p>Em momentos de privação e desespero os instintos mais básicos do ser humano acabam por aflorar. Esse é o mote principal de Onibaba, uma obra que mostra as atitudes extremas de duas mulheres em meio à penúria de um período marcado por guerras e desolação. O longa mostra uma mulher e sua nora matando samurais feridos em guerra, que passavam pelos arredores da cabana onde moravam, para em seguida despojá-los de seus equipamentos e armas com o intuito de barganhar o espólio por comida e itens básicos de sobrevivência.</p>



<p>Tudo isso é mostrado sob uma ótica isenta de julgamento. O período onde a trama é ambientada impunha dificuldades extremas à população e sobreviver era por si só uma tarefa árdua. O isolamento e a miséria são reforçados pela bela fotografia em preto-e-branco e pela locação marcada pelos campos de ervas altas. A relação de ambas é guiada pela tradição, com uma postura subserviente por parte da nora. Ambas esperam o retorno de Kichi, mas em seus íntimos, mãe e esposa já perderam a esperança de que um dia ele retorne da guerra. O aparecimento do personagem de Kei Sato, traz a tona mais uma necessidade a ser saciada. A partir desse momento os ímpetos carnais passam a aflorar, potencializados pelas frustrações da mulher e pela solidão da jovem nora.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="540" src="http://eigadesu.studiolup.com/wp-content/uploads/2018/01/onibaba-02.jpg" alt="" class="wp-image-379" srcset="https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/01/onibaba-02.jpg 750w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/01/onibaba-02-300x216.jpg 300w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/01/onibaba-02-444x320.jpg 444w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/01/onibaba-02-468x337.jpg 468w, https://www.eigadesu.com.br/wp-content/uploads/2018/01/onibaba-02-600x432.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure></div>



<p>Onibaba é baseado em uma antiga fábula budista conhecida, em tradução livre, como &#8220;Uma máscara com carne assustou uma esposa&#8221;. A fábula conta a história de uma mulher que, enciumada de sua nora dotada de virtudes, passa a usar uma máscara horrenda com o intuito de assusta-la e impedi-la de ver seu amante. A mulher falha porque o amor de sua nora é superior ao medo que sente. Como punição, Buda faz com que a máscara grude permanentemente no rosto da mulher. Como na fábula, a jovem corre ao longo do campo para satisfazer seus desejos físicos, indiferente a tudo e resistindo a aparição da sogra em trajes demoníacos. Contudo, num mundo de miséria e violência, a saciedade dos instintos primários não deixa espaço para o amor. Ainda assim, o filme é revestido de uma aura de otimismo frente às adversidades humanas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Trailer</h3>



<div class="trailer">
			<iframe src="https://www.youtube.com/embed/ah6zIw4Io-A?rel=0&amp;showinfo=0" width="100%" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe>
		</div>



<h3 class="wp-block-heading">Ficha técnica</h3>



<ul class="ficha-tecnica wp-block-list"><li><strong>鬼婆: Onibaba</strong></li><li>Título Literal : &#8220;Mulher-Demônio, Bruxa&#8221;</li><li>Título Internacional:&nbsp;Onibaba</li><li>Direção : Shindô Kaneto</li><li>Info: Japão, 1964 Preto e Branco – 103 min</li><li>IMDb: <a href="http://www.imdb.com/title/tt0058430/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.imdb.com/title/tt0058430/</a></li></ul>



<h3 class="wp-block-heading">Nota</h3>



<div class="nota"><div class="meter">
				<span style="width: 80%"></span>
			</div>
			<span id="minha-nota">8.0/10</span><div id="meter-imdb" class="meter" style="width: 1%;">
  				<span id="nota-imdb" style="width: 1%;"></span>
			</div>
			<span class="imdbRatingPlugin" data-user="ur1586182" data-title="tt0058430" data-style="p4">
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